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terça-feira, 16 de agosto de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
PROJETOS PET – Desenvolvimento sustentável e responsabilidade ecológica
A cada dia descobrimos novas utilidades para os resíduos que produzimos, prova disso é a reciclagem e o reuso das garrafas PET. São inúmeras as utilidades que podemos encontrar para este material, que vão do artesanato, mobiliário, tubulações e vestuário, chegando a grandes projetos como a construção de estruturas de pequeno e médio porte. A verdade é que podemos criar e recriar qualquer coisa a partir deste polímero (Politereftalato de etileno) termoplástico, dando um destino final que não sejam os aterros sanitários, lixões ou a própria natureza.
A professora e artesã boliviana Ingrid Vaca Diez envolveu-se em uma grande aventura quando resolveu desenvolver uma técnica para construir casas utilizando as garrafas PET. Algo improvável, mas que pode vir a ser a solução de moradia para famílias de baixa renda.
A professora e artesã boliviana Ingrid Vaca Diez envolveu-se em uma grande aventura quando resolveu desenvolver uma técnica para construir casas utilizando as garrafas PET. Algo improvável, mas que pode vir a ser a solução de moradia para famílias de baixa renda.
“A idéia surgiu após uma conversa com uma garota de seu povoado. Sensibilizada com a história da menina, a professora decidiu testar a utilidade das garrafas para a construção artesanal. Ingrid tinha como intenção dar aos necessitados a possibilidade de obter e elaborar com seus próprios recursos um lugar digno para viver. Como a artesã guardava muitas garrafas em sua casa, por conta do artesanato, o material já estava em mãos para colocar em prática sua idéia inovadora.”
Para construir "Casas de Botellas" (casas de garrafas) é necessário, garrafas PET, garrafas de vidro, cimento, cal, areia, cola, sedimentos, resíduos orgânicos, aros e glicose. A primeira casa edificada por Ingrid teve 170m² e nela foram utilizadas 36 mil garrafas plásticas de dois litros.
As garrafas recheadas de resíduos e sedimentos diversos formam as paredes, que após amarradas, são fixadas com cal e cimento. Como a casa criada por Ingrid tornou-se um projeto social, os outros materiais necessários para o acabamento, inclusive os móveis, são doados por empresas ou instituições regionais.
Esta iniciativa deu tão certo, que hoje, o projeto já se expandiu por quatro países da América Latina. Foram construídas seis casas na Bolívia, uma na Argentina, duas no Uruguai e outra está em processo de construção no México. A equipe é sempre auxiliada por pessoas das próprias comunidades. Existe ainda o projeto para a construção de mais 20 casas, somente na Argentina.
No Brasil vários projetos estão sendo implantados, com sucesso, nesse sentido...
O sonho da casa própria está se tornando realidade para o eletrecista Antônio Duarte, no município de Espírito Santo, no Rio Grande do Norte, distante 70 km da capital, Natal.
Através de uma técnica, também inovadora, desenvolveu um projeto de construção de casas baseado na reutilização das garrafas PET e outros materiais convencionais da construção civil, de forma a atender as especificações e projeções estabelecidas pela Caixa Econômica Federal, visando no futuro, possível financiamento. A técnica consiste na construção de blocos com areia, cimento e garrafas.
A idéia foi apresentada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte, onde foram realizados testes em laboratório para verificar a resistência e outros fatores, com resultados surpreendentes como o de 1,94 MPa (Mega Pascal), medida de resistência, cuja tolerância para blocos de concreto, de acordo com o autor da ideia, é de 1,5 MPa.
A primeira casa construida apresentou 46 metros de área coberta, sendo dois quartos, sala, cozinha e banheiro, reunindo 2.700 garrafas PET. “Para construir uma casa dessa nós estamos utilizando blocos feitos com cimento, areia e as garrafas. Quando tivermos todas as formas, posso garantir que cada casa será construída em apenas três dias e com custo bem mais baixo, em torno de 8 a 10 mil reais, já incluida a mão de obra”, explicou Antônio.
Outro projeto interessante foi desenvolvido por universitários da Universidade Federal do Ceará (UFC) que construíram uma casa usando apenas garrafas pet recolhidas nas ruas, os móveis e acessórios também foram feitos com material reciclável. A iniciativa faz parte do projeto ‘Carrossel de Reciclagem’ e tem sido exemplo de preservação em Fortaleza.
À primeira vista é uma casa comum, mas quem chega perto percebe que todo o material usado para erguer a moradia é reciclável. A casa abriga poltronas, sofás, mesas, cortinas, cestos de roupas, tudo usando garrafas como matéria-prima.
O engenheiro civil Antônio Caracas é o autor da moradia pouco convencional e o objetivo do projeto é conscientizar as pessoas para a necessidade de reciclagem, a partir da própria casa e de objetos usados no cotidiano.
Isto parece ser Educação Ambiental da melhor qualidade.
Resolver impasses ambientais como os causados por produtos como este (o polietileno tereftalato -resina termoplástica que compõe o pet) vem sendo o objetivo de muitas pessoas e através delas, descobriu-se que este material pode ser reciclado e empregado em diferentes funções, como por exemplo, a fabricação de cadeiras, tijolos, blocos, tapetes, linhas, cordas, vassouras, escovas de dente e até travesseiros. Sempre que uma nova utilidade é encontrada para o PET, o meio ambiente agradece, afinal o mundo produz em torno de 7 milhões de toneladas ao ano desse plástico cuja expectativa é de 400 anos para se degradar em aterros sanitários.
Fontes:
http://www.jureia.com.br/mostramateria.asp?idmateria=294
http://www.nominuto.com/noticias/cidades/garrafas-pet-concretizam-sonho-da-casa-propria/
http://vidasustentavel.perus.com/reciclagem/128
terça-feira, 21 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
O BAMBU E SUAS POTENCIALIDADES

Os vários tipos de bambus compreendem desde espécies pequenas, com até um metro de comprimento, utilizados principalmente em ornamentação, até espécies gigantes que podem atingir cerca de trinta e cinco metros.
No Brasil, as espécies nativas são em sua maioria ornamentais e estão associadas à florestas. Todas as demais espécies que vemos plantadas são exógenas, denominadas exóticas, originárias em sua grande maioria de países orientais, de onde foram trazidas e aqui introduzidas desde o tempo do descobrimento, com exceção feita a espécie Guadua angustifólia que é originária da America do Sul, sendo muito utilizada na Colômbia e, segundo se afirma, existente no Brasil nos extremos da região norte (Acre).
O bambu é uma planta que oferece muitas vantagens econômicas e tem peculiaridades que a colocam em situação privilegiada frente a outras plantas, para determinados fins.
1 – Crescimento rápido : O amadurecimento de um bambu acontece em três a quatro anos, mais rápido que a mais rápida árvore. A partir do terceiro ou quarto ano já se pode colher colmos e brotos. A média de produção de biomassa num bambual é dez toneladas por hectare.
2- Facilidade de plantio, estabelecimento, manutenção e colheita: Esta planta não exige técnicas complexas para seu estabelecimento. A colheita fortalece o bambual e é feita com instrumentos manuais. O transporte é facilitado pelo seu peso leve em comparação as madeiras .
3 - Utilidades Adaptáveis: Apresenta várias aplicações, podendo ser utilizado como combustível, papel, material de construção, alimento, fitoterápico, entre outros.
4- Fins ecológicos: O bambu é um material que pode substituir a madeira em diversos aspéctos e com isso diminuir os impactos ambientais causados pelo desmatamento. Também pode ser utilizado para reduzir a erosão do solo e tem papel importante na natureza por aprisionar grandes quantidades de CO2 em sua madeira, o que contribui para a diminuição dos gases de efeito estufa na atmosfera.
5- Inserção Cultural : Cerca de um bilhão de pessoas no mundo moram em casas de bambu. Muitas culturas utilizam ainda esta planta na música, no preparo de cerimoniais, na alimentação, entre outros.Para se estabelecer um plantio com sucesso devemos primeiro escolher a espécie adequada, a hora adequada e o local adequado (e certas vezes a finalidade adequada). É sempre bom lembrar que os bambus temperados são mais aptos ao frio (no Rio Grande do Sul e Santa Catarina costuma até nevar ), enquanto os tropicais se adaptam muito bem ao clima geral do resto do país, além de existirem exceções para os dois casos. Ter um local aberto e próximo a uma fonte de água ajuda o bambu a espalhar-se mais rapidamente. Os bambus previnem o solo de tornar-se seco, quando plantados em uma encosta inclinada ou nas margens de rios, agregam resistência ao solo contra erosões e terremotos.
A melhor época para o plantio é após o inverno, no momento de aparecimento de novos brotos, pois estes terão tempo até o próximo inverno de reservar energia e nutrientes. Uma touceira ou floresta demora de dez a quinze anos para atingir a maturidade, ou seja, ter colmos grandes e resistentes.
Para se obter um efeito estético em uma intervenção paisagística, devemos escolher a espécie com altura desejada e coloração agradável. Um jardim de bambus produz sombra, dá alguma proteção ao frio e chuva e produz sons agradáveis durante a brisa.
Para obter um bom material de construção devemos escolher os bambus resistentes de médio a grande portes. As espécies do gênero Phyllostachys são as mais comumente utilizadas para contrução no mundo. O mais comum é o Phyllostachys aurea, conhecido como bambu-mirim, forte e resistente a pragas, portanto uma grande fonte de mudas.
No Brasil existem muitas plantações de Dendrocalamus asper, um bambu tropical e de porte grande.
O gênero Guadua afirmam ser o melhor bambu para construção dentro todos, tem paredes espessas e ótima resistência, sendo o material de casas centenárias na Colômbia.
Para se obter colheita de brotos pode-se utilizar o bambu comum, Bambusa vulgares , porém dizem ser um pouco amargo. O Bambusa arundinacea tem seus brotos comestíveis, além de produzir grande quantidade de sementes também comestíveis.
Pesquisa efetuada pelo colaborador José Otávio Varella
domingo, 29 de maio de 2011
REFLEXÕES SOBRE LIXO E CIDADANIA
Tudo aquilo que é resultado das atividades humanas, que é usado, amassado, imundiciado, indesejável, que não nos serve mais, colocamos no LIXO! E ponto final ! Como diz o dicionário Aurélio “ lixo é tudo aquilo que não presta, e se joga fora”.
Mas, jogar fora o quê? Aonde? Ora! De preferência, bem longe dos olhos e do nariz! Será que é isso mesmo?
O volume de Lixo gerado por uma população revela a sua riqueza ou pobreza, e a composição desses resíduos, seus hábitos de consumo ou desperdício, além da consciência política individual e coletiva.
A disposição inadequada resulta numa série de problemas sociais, cuja face mais perversa coloca uma massa de sub/desempregados ou excluídos, sem moradia, em áreas ambientalmente degradadas dos lixões, que se tornam o único meio de sobrevivência, já que oferecem alimento e resíduos recicláveis para a comercialização. Assim como o próprio lixo, a degradação humana torna-se uma realidade nessas situações.
Agravando mais ainda essa questão social, os problemas sanitários são preocupantes. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), mais de 65% dos leitos hospitalares no Brasil são ocupados por pessoas portadoras de doenças provocadas pela falta de saneamento ambiental em que o lixo tem grande parcela de contribuição. A Agenda 21 da ONU (Organização das Nações Unidas) cita que até o final do século XX 4 milhões de crianças morrerão em conseqüências de doenças provocadas pelo lixo.
De alguns anos para cá, as preocupações das sociedades e ações governamentais,voltadas anteriormente somente para a preservação e proteção de ecossistemas representativos da Biodiversidade, passaram a destacar a poluição produzida pelas atividades econômicas e pela crescente concentração populacional nos centros urbanos. Quando há grandes concentrações populacionais, há também um aumento da quantidade de resíduos gerados.
Nos últimos 50 anos, além de crescente em quantidade, a composição do lixo vem mudando. Cada vez mais produz-se materiais “ descartáveis ” que, na maioria das vezes, não se degradam naturalmente e quando manejados de forma inadequada, como sua queima, geram substâncias tóxicas, perigosas e que agridem o ambiente. Além disso, o lixo urbano, no Brasil, contém um grande percentual de lixo úmido, que despejado em lixões entra rapidamente em decomposição, gerando gases e líquidos fétidos e contaminados, atraem vetores de inúmeras doenças e permitem a proliferação de microrganismos patogênicos.
A decomposição do lixo úmido, nas condições inadequadas dos lixões, também provoca a liberação de várias substâncias tóxicas, mutagênicas e cancerígenas.
Qual o conceito de lixo que adotaremos? Daquilo que inicialmente definimos como inútil, indesejável ou descartável passaremos a considerar lixo como uma “massa heterogênea de resíduos sólidos resultantes das atividades humanas, os quais podem ser reciclados ou parcialmente re-utilizados, gerando entre outros benefícios, proteção à saúde pública e economia de energia e recursos naturais”(Pereira Neto, 1998).
Para o sucesso de qualquer sistema de gerenciamento de resíduos, quatro fatores devem estar presentes: vontade política ou querer fazer; conhecimento técnico ou saber como fazer; recursos financeiros ou ter como fazer; pessoal qualificado e treinado ou fazer, avaliar e refazer.
É importante ressaltar que, qualquer que seja o tratamento dado aos resíduos, a triagem e a coleta seletiva são imprescindíveis. São instrumentos de educação/conscientização quando co-responsabiliza o indivíduo sobre os resíduos que produz, levando-o a re-pensar seus hábitos de consumo/desperdício Dentre outros aspectos, a coleta seletiva é fundamental, pois envolve o gerador como um agente na construção de soluções, reduz o volume de lixo, aumentando a vida útil dos aterros e diminuindo a poluição. A coleta seletiva pode ser implantada em pequena escala e ser ampliada gradativamente, melhorando a qualidade dos materiais recicláveis e permitindo parcerias com catadores e papeleiros estimulando sua organização em associações e cooperativas.
O tratamento e a compreensão dos problemas ambientais, como fenômeno sócio-econômico e cultural - são imprescindíveis para o estabelecimento de novas relações entre o homem e a natureza.
Conforme a Constituição Brasileira ( 1988, Artigo 225 ), “ Todos têm direito ao Meio Ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e a coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.
Esse texto foi construído a partir da publicação “Reflexões Sobre a Questão do Lixo e a Cidadania” de Francesca Werner Ferreira, Eva Teresinha Boff e Clarinês Hames, componentes do GIPEC – UNIJUÍ, no Jornal da Manhã, Ijuí, 27/05/2000, p 10.
Mas, jogar fora o quê? Aonde? Ora! De preferência, bem longe dos olhos e do nariz! Será que é isso mesmo?
O volume de Lixo gerado por uma população revela a sua riqueza ou pobreza, e a composição desses resíduos, seus hábitos de consumo ou desperdício, além da consciência política individual e coletiva.
A disposição inadequada resulta numa série de problemas sociais, cuja face mais perversa coloca uma massa de sub/desempregados ou excluídos, sem moradia, em áreas ambientalmente degradadas dos lixões, que se tornam o único meio de sobrevivência, já que oferecem alimento e resíduos recicláveis para a comercialização. Assim como o próprio lixo, a degradação humana torna-se uma realidade nessas situações.
Agravando mais ainda essa questão social, os problemas sanitários são preocupantes. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), mais de 65% dos leitos hospitalares no Brasil são ocupados por pessoas portadoras de doenças provocadas pela falta de saneamento ambiental em que o lixo tem grande parcela de contribuição. A Agenda 21 da ONU (Organização das Nações Unidas) cita que até o final do século XX 4 milhões de crianças morrerão em conseqüências de doenças provocadas pelo lixo.
De alguns anos para cá, as preocupações das sociedades e ações governamentais,voltadas anteriormente somente para a preservação e proteção de ecossistemas representativos da Biodiversidade, passaram a destacar a poluição produzida pelas atividades econômicas e pela crescente concentração populacional nos centros urbanos. Quando há grandes concentrações populacionais, há também um aumento da quantidade de resíduos gerados.
Nos últimos 50 anos, além de crescente em quantidade, a composição do lixo vem mudando. Cada vez mais produz-se materiais “ descartáveis ” que, na maioria das vezes, não se degradam naturalmente e quando manejados de forma inadequada, como sua queima, geram substâncias tóxicas, perigosas e que agridem o ambiente. Além disso, o lixo urbano, no Brasil, contém um grande percentual de lixo úmido, que despejado em lixões entra rapidamente em decomposição, gerando gases e líquidos fétidos e contaminados, atraem vetores de inúmeras doenças e permitem a proliferação de microrganismos patogênicos.
A decomposição do lixo úmido, nas condições inadequadas dos lixões, também provoca a liberação de várias substâncias tóxicas, mutagênicas e cancerígenas.
Qual o conceito de lixo que adotaremos? Daquilo que inicialmente definimos como inútil, indesejável ou descartável passaremos a considerar lixo como uma “massa heterogênea de resíduos sólidos resultantes das atividades humanas, os quais podem ser reciclados ou parcialmente re-utilizados, gerando entre outros benefícios, proteção à saúde pública e economia de energia e recursos naturais”(Pereira Neto, 1998).
Para o sucesso de qualquer sistema de gerenciamento de resíduos, quatro fatores devem estar presentes: vontade política ou querer fazer; conhecimento técnico ou saber como fazer; recursos financeiros ou ter como fazer; pessoal qualificado e treinado ou fazer, avaliar e refazer.
É importante ressaltar que, qualquer que seja o tratamento dado aos resíduos, a triagem e a coleta seletiva são imprescindíveis. São instrumentos de educação/conscientização quando co-responsabiliza o indivíduo sobre os resíduos que produz, levando-o a re-pensar seus hábitos de consumo/desperdício Dentre outros aspectos, a coleta seletiva é fundamental, pois envolve o gerador como um agente na construção de soluções, reduz o volume de lixo, aumentando a vida útil dos aterros e diminuindo a poluição. A coleta seletiva pode ser implantada em pequena escala e ser ampliada gradativamente, melhorando a qualidade dos materiais recicláveis e permitindo parcerias com catadores e papeleiros estimulando sua organização em associações e cooperativas.
O tratamento e a compreensão dos problemas ambientais, como fenômeno sócio-econômico e cultural - são imprescindíveis para o estabelecimento de novas relações entre o homem e a natureza.
Conforme a Constituição Brasileira ( 1988, Artigo 225 ), “ Todos têm direito ao Meio Ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e a coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.
Esse texto foi construído a partir da publicação “Reflexões Sobre a Questão do Lixo e a Cidadania” de Francesca Werner Ferreira, Eva Teresinha Boff e Clarinês Hames, componentes do GIPEC – UNIJUÍ, no Jornal da Manhã, Ijuí, 27/05/2000, p 10.
sábado, 26 de março de 2011
Atuação profissional do Educador Ambiental.
O Educador ambiental deve ter o conhecimento da legislação, mas não é sua função fazer com que se cumpra a lei. Deve utilizar-se da lei e amparar-se nela para promover o conhecimento e entendimento das questões ambientais com base em projetos e ações que contemplem o pedagógico, o ambiental, o social, o cultural e o exercício efetivo da cidadania.
Deve ter conhecimento das políticas públicas ambientais do seu município ou sua área de atuação e interagir com estas, de forma a aproveitá-las em sua plenitude quando do exercício de suas funções.
Outro aspecto importante a ser considerado é o grau de comprometimento e envolvimento no desempenho de suas funções, pois o educador ambiental ensina por suas atitudes. Refletir sobre o seu comportamento e as relações que tem com a natureza e com as pessoas também é parte fundamental desse processo.
A Educação Ambiental, no meu entendimento começa em casa, no entorno. Atitudes tomadas com consciência e com propósitos definidos, também servem como material de apoio na hora de oferecer um testemunho, um exemplo a ser seguido. A coerência entre o que é dito e o que é feito deve ser um parâmetro e uma constante para promover a credibilidade.
O educador ambiental contemporâneo deve ser capaz de reconhecer as diferentes realidades, na qual estão inseridos seus educandos, adaptar o desenvolvimento de suas ações sócio-ambientais e sócio-educativas em acordo com estas realidades, desenvolvendo temáticas que contemplem a valorização da cultura local ou regional, quando for o caso, sem deixar de considerar o que diz a legislação.
Elma Cristina Alano de Azevedo Acosta
Tec. Meio Ambiente
Deve ter conhecimento das políticas públicas ambientais do seu município ou sua área de atuação e interagir com estas, de forma a aproveitá-las em sua plenitude quando do exercício de suas funções.
Outro aspecto importante a ser considerado é o grau de comprometimento e envolvimento no desempenho de suas funções, pois o educador ambiental ensina por suas atitudes. Refletir sobre o seu comportamento e as relações que tem com a natureza e com as pessoas também é parte fundamental desse processo.
A Educação Ambiental, no meu entendimento começa em casa, no entorno. Atitudes tomadas com consciência e com propósitos definidos, também servem como material de apoio na hora de oferecer um testemunho, um exemplo a ser seguido. A coerência entre o que é dito e o que é feito deve ser um parâmetro e uma constante para promover a credibilidade.
O educador ambiental contemporâneo deve ser capaz de reconhecer as diferentes realidades, na qual estão inseridos seus educandos, adaptar o desenvolvimento de suas ações sócio-ambientais e sócio-educativas em acordo com estas realidades, desenvolvendo temáticas que contemplem a valorização da cultura local ou regional, quando for o caso, sem deixar de considerar o que diz a legislação.
Elma Cristina Alano de Azevedo Acosta
Tec. Meio Ambiente
Fundamentos da Educação Ambiental: Retomando o Debate
“ Fundamentos da Educação Ambiental: retomando o debate”.
Carlos Frederico Loureiro levanta a questão da necessidade de retomar assuntos e fundamentos já aceitos anteriormente e amplamente utilizados internacionalmente.
Segundo Loureiro, a ampla utilização sem maiores questionamentos resultou na perda da densidade da compreensão do que caracteriza a Educação Ambiental e na capacidade de reflexão e posicionamento diante das tendências que surgiram desde a década de 1970, fundamentadas posteriormente através da instituição da Política Nacional do Meio Ambiente, causando a falsa impressão de que a Educação Ambiental, na sua formatação original era consenso no cenário mundial.
A intenção é ressaltar conceitos que são superficialmente trabalhados, enquanto deveriam ser de grande influência quando da sua aplicação. Sua abrangência social, política, histórica e pedagógica deveriam ser analisadas e apresentar maior relevância.
Loureiro propõe uma reflexão sobre Educação Ambiental, um melhor entendimento da abrangência que esta tem e deva ter, desfazendo-se do continuísmo instituído e aceito, sem maiores questionamentos, propondo um olhar diferenciado onde as realidades locais e dos sujeitos devam ser parte integrante da transformação, sendo capaz de ser crítico e ao mesmo tempo multiplicador.
O fato da aplicação de projetos e práticas educativas com relação às questões ambientais não quer dizer que se faça Educação Ambiental efetiva e de qualidade, mas o questionamento dos métodos de aplicação e as avaliações críticas de seus resultados, paralelo, sim, pode ser um processo educativo com um entendimento mais profundo e participativo, incluindo as responsabilidades e o exercício da cidadania neste processo.
Loureiro trás ainda a relevância de Paulo Freire no que tange a Educação de forma popular e libertadora, sua aplicação pedagógica e ao definir a Educação como um processo dinâmico e contraditório, dialógico e em nome de uma ética de vida, perfeitamente compatíveis com a Educação Ambiental e suas tendências críticas e transformadoras.
O educador ambiental contemporâneo deve ser capaz de reconhecer as necessidades e realidades dos sujeitos da transformação, questionar essas realidades e integrar os conhecimentos culturais e práticas sociais ao seu método pedagógico.
A Educação Ambiental não deve ser vista simplesmente como uma forma de transmitir conhecimentos, mas sim como um “agente” transformador nas bases, com continuidade e multiplicação.
Elma Cristina Alano de Azevedo Acosta
Tec. Meio Ambiente
Carlos Frederico Loureiro levanta a questão da necessidade de retomar assuntos e fundamentos já aceitos anteriormente e amplamente utilizados internacionalmente.
Segundo Loureiro, a ampla utilização sem maiores questionamentos resultou na perda da densidade da compreensão do que caracteriza a Educação Ambiental e na capacidade de reflexão e posicionamento diante das tendências que surgiram desde a década de 1970, fundamentadas posteriormente através da instituição da Política Nacional do Meio Ambiente, causando a falsa impressão de que a Educação Ambiental, na sua formatação original era consenso no cenário mundial.
A intenção é ressaltar conceitos que são superficialmente trabalhados, enquanto deveriam ser de grande influência quando da sua aplicação. Sua abrangência social, política, histórica e pedagógica deveriam ser analisadas e apresentar maior relevância.
Loureiro propõe uma reflexão sobre Educação Ambiental, um melhor entendimento da abrangência que esta tem e deva ter, desfazendo-se do continuísmo instituído e aceito, sem maiores questionamentos, propondo um olhar diferenciado onde as realidades locais e dos sujeitos devam ser parte integrante da transformação, sendo capaz de ser crítico e ao mesmo tempo multiplicador.
O fato da aplicação de projetos e práticas educativas com relação às questões ambientais não quer dizer que se faça Educação Ambiental efetiva e de qualidade, mas o questionamento dos métodos de aplicação e as avaliações críticas de seus resultados, paralelo, sim, pode ser um processo educativo com um entendimento mais profundo e participativo, incluindo as responsabilidades e o exercício da cidadania neste processo.
Loureiro trás ainda a relevância de Paulo Freire no que tange a Educação de forma popular e libertadora, sua aplicação pedagógica e ao definir a Educação como um processo dinâmico e contraditório, dialógico e em nome de uma ética de vida, perfeitamente compatíveis com a Educação Ambiental e suas tendências críticas e transformadoras.
O educador ambiental contemporâneo deve ser capaz de reconhecer as necessidades e realidades dos sujeitos da transformação, questionar essas realidades e integrar os conhecimentos culturais e práticas sociais ao seu método pedagógico.
A Educação Ambiental não deve ser vista simplesmente como uma forma de transmitir conhecimentos, mas sim como um “agente” transformador nas bases, com continuidade e multiplicação.
Elma Cristina Alano de Azevedo Acosta
Tec. Meio Ambiente
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