“ Fundamentos da Educação Ambiental: retomando o debate”.
Carlos Frederico Loureiro levanta a questão da necessidade de retomar assuntos e fundamentos já aceitos anteriormente e amplamente utilizados internacionalmente.
Segundo Loureiro, a ampla utilização sem maiores questionamentos resultou na perda da densidade da compreensão do que caracteriza a Educação Ambiental e na capacidade de reflexão e posicionamento diante das tendências que surgiram desde a década de 1970, fundamentadas posteriormente através da instituição da Política Nacional do Meio Ambiente, causando a falsa impressão de que a Educação Ambiental, na sua formatação original era consenso no cenário mundial.
A intenção é ressaltar conceitos que são superficialmente trabalhados, enquanto deveriam ser de grande influência quando da sua aplicação. Sua abrangência social, política, histórica e pedagógica deveriam ser analisadas e apresentar maior relevância.
Loureiro propõe uma reflexão sobre Educação Ambiental, um melhor entendimento da abrangência que esta tem e deva ter, desfazendo-se do continuísmo instituído e aceito, sem maiores questionamentos, propondo um olhar diferenciado onde as realidades locais e dos sujeitos devam ser parte integrante da transformação, sendo capaz de ser crítico e ao mesmo tempo multiplicador.
O fato da aplicação de projetos e práticas educativas com relação às questões ambientais não quer dizer que se faça Educação Ambiental efetiva e de qualidade, mas o questionamento dos métodos de aplicação e as avaliações críticas de seus resultados, paralelo, sim, pode ser um processo educativo com um entendimento mais profundo e participativo, incluindo as responsabilidades e o exercício da cidadania neste processo.
Loureiro trás ainda a relevância de Paulo Freire no que tange a Educação de forma popular e libertadora, sua aplicação pedagógica e ao definir a Educação como um processo dinâmico e contraditório, dialógico e em nome de uma ética de vida, perfeitamente compatíveis com a Educação Ambiental e suas tendências críticas e transformadoras.
O educador ambiental contemporâneo deve ser capaz de reconhecer as necessidades e realidades dos sujeitos da transformação, questionar essas realidades e integrar os conhecimentos culturais e práticas sociais ao seu método pedagógico.
A Educação Ambiental não deve ser vista simplesmente como uma forma de transmitir conhecimentos, mas sim como um “agente” transformador nas bases, com continuidade e multiplicação.
Elma Cristina Alano de Azevedo Acosta
Tec. Meio Ambiente
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