
Os vários tipos de bambus compreendem desde espécies pequenas, com até um metro de comprimento, utilizados principalmente em ornamentação, até espécies gigantes que podem atingir cerca de trinta e cinco metros.
No Brasil, as espécies nativas são em sua maioria ornamentais e estão associadas à florestas. Todas as demais espécies que vemos plantadas são exógenas, denominadas exóticas, originárias em sua grande maioria de países orientais, de onde foram trazidas e aqui introduzidas desde o tempo do descobrimento, com exceção feita a espécie Guadua angustifólia que é originária da America do Sul, sendo muito utilizada na Colômbia e, segundo se afirma, existente no Brasil nos extremos da região norte (Acre).
O bambu é uma planta que oferece muitas vantagens econômicas e tem peculiaridades que a colocam em situação privilegiada frente a outras plantas, para determinados fins.
1 – Crescimento rápido : O amadurecimento de um bambu acontece em três a quatro anos, mais rápido que a mais rápida árvore. A partir do terceiro ou quarto ano já se pode colher colmos e brotos. A média de produção de biomassa num bambual é dez toneladas por hectare.
2- Facilidade de plantio, estabelecimento, manutenção e colheita: Esta planta não exige técnicas complexas para seu estabelecimento. A colheita fortalece o bambual e é feita com instrumentos manuais. O transporte é facilitado pelo seu peso leve em comparação as madeiras .
3 - Utilidades Adaptáveis: Apresenta várias aplicações, podendo ser utilizado como combustível, papel, material de construção, alimento, fitoterápico, entre outros.
4- Fins ecológicos: O bambu é um material que pode substituir a madeira em diversos aspéctos e com isso diminuir os impactos ambientais causados pelo desmatamento. Também pode ser utilizado para reduzir a erosão do solo e tem papel importante na natureza por aprisionar grandes quantidades de CO2 em sua madeira, o que contribui para a diminuição dos gases de efeito estufa na atmosfera.
5- Inserção Cultural : Cerca de um bilhão de pessoas no mundo moram em casas de bambu. Muitas culturas utilizam ainda esta planta na música, no preparo de cerimoniais, na alimentação, entre outros.Para se estabelecer um plantio com sucesso devemos primeiro escolher a espécie adequada, a hora adequada e o local adequado (e certas vezes a finalidade adequada). É sempre bom lembrar que os bambus temperados são mais aptos ao frio (no Rio Grande do Sul e Santa Catarina costuma até nevar ), enquanto os tropicais se adaptam muito bem ao clima geral do resto do país, além de existirem exceções para os dois casos. Ter um local aberto e próximo a uma fonte de água ajuda o bambu a espalhar-se mais rapidamente. Os bambus previnem o solo de tornar-se seco, quando plantados em uma encosta inclinada ou nas margens de rios, agregam resistência ao solo contra erosões e terremotos.
A melhor época para o plantio é após o inverno, no momento de aparecimento de novos brotos, pois estes terão tempo até o próximo inverno de reservar energia e nutrientes. Uma touceira ou floresta demora de dez a quinze anos para atingir a maturidade, ou seja, ter colmos grandes e resistentes.
Para se obter um efeito estético em uma intervenção paisagística, devemos escolher a espécie com altura desejada e coloração agradável. Um jardim de bambus produz sombra, dá alguma proteção ao frio e chuva e produz sons agradáveis durante a brisa.
Para obter um bom material de construção devemos escolher os bambus resistentes de médio a grande portes. As espécies do gênero Phyllostachys são as mais comumente utilizadas para contrução no mundo. O mais comum é o Phyllostachys aurea, conhecido como bambu-mirim, forte e resistente a pragas, portanto uma grande fonte de mudas.
No Brasil existem muitas plantações de Dendrocalamus asper, um bambu tropical e de porte grande.
O gênero Guadua afirmam ser o melhor bambu para construção dentro todos, tem paredes espessas e ótima resistência, sendo o material de casas centenárias na Colômbia.
Para se obter colheita de brotos pode-se utilizar o bambu comum, Bambusa vulgares , porém dizem ser um pouco amargo. O Bambusa arundinacea tem seus brotos comestíveis, além de produzir grande quantidade de sementes também comestíveis.
Pesquisa efetuada pelo colaborador José Otávio Varella
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (14) projeto que cria a Política Nacional de Incentivo ao Manejo Sustentado e ao Cultivo do Bambu. A proposta (PLC 326/09), originária da Câmara dos Deputados, recebeu voto favorável do relator, senador João Tenório (PS...DB-AL). Agora seguirá para decisão terminativa. Decisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado.
ResponderExcluirQuando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis. na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).
O projeto institui incentivos ao cultivo e ao desenvolvimento tecnológico da produção de bambu, apontado como rico em proteína vegetal, fibras, aminoácidos, cálcio, fósforo, vitaminas e capaz de prevenir câncer e doenças cardiovasculares. Serve ainda como matéria prima para fabricação de papel e remédios. O projeto também propõe mecanismos para estimular o comércio interno e externo do bambu, além de propor estímulos à produção pela agricultura familiar.
José Otávio Varella